
5 de ago. de 2009
4 de ago. de 2009
Emília Ferreiro
Letramento definido em um poema.
Uma estudante Norte-Americana, de origem asiática, Kate M. Chong, ao escrever sua história pessoal de letramento, define-o em um poema:
O que é Letramento?
Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade,
nem um martelo
quebrando blocos de gramática;
Letramento é diversão
é leitura a luz de vela,
ou, lá fora, a luz do sol.
São notícias sobre o presidente
O tempo, os artistas da Tv
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.
É uma receita de biscoito
uma lista de compras, recados colados na geladeira
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns
e cartas de velhos amigos.
É viajar para países desconhecidos
sem deixar sua cama
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.
É um atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções e guias,
e orientações, em bulas de remédio,
para que você não fique perdido.
Letramento é sobretudo
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser.
A educação em processo diário
Como educadores estamos aplicando o aprendizado. E podemos perceber que a discussão não se finda, ao contrário, ela cresce, aumentando ainda mais a sua grandeza. Nada é acabado e definitivo. Observamos que a educação é um processo de experiências e conhecimentos intermináveis. Quanto mais se questiona, mais horizontes nos são mostrados. Há uma beleza sendo revelada a cada instante diante da prática pedagógica. Aquele que não experimenta não aprende. Assim deve ser a educação colocada em exercício da experiência para torná-la



