31 de jul. de 2009

"O trabalho do professor se assemelha ao do beija-flor - às vezes passa despercebido, mas sem ele, muitas vidas deixariam de florescer".

29 de jul. de 2009

Cora Coralina


"Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina"

Aprender Sempre

Estamos praticando nossas experiências e aumentando nossos aprendizados a cada momento. E podemos perceber que a discussão não se finda, ao contrário, ela cresce, aumentando ainda mais a sua grandeza. Nada é acabado e definitivo. Observamos que a educação é um processo de experiências e conhecimentos intermináveis. Quanto mais se questiona, mais horizontes nos são mostrados. Há uma beleza sendo revelada a cada instante diante da prática pedagógica. Aquele que não experimenta não aprende. Assim deve ser a educação colocada em exercício da experiência para torná-la em conhecimento.
Genioso é aquele que sabe transmitir os seus conhecimentos através das oportunidades e faz de suas experiências um aprendizado diário.

Marcos Bagno


Reconhecer que a escola é o lugar de interseção inevitável entre o saber erudito-científico e o senso comum, e que isso deve ser empregado em favor do aluno e da formação de sua cidadania. (texto do artigo da revista Presença Pedagógica-Marcos Bagno 2006)

Fernando Sabino - Poema


“Cantiga triste, pode com ela é quem não perdeu a alegria”

"De tudo ficaram três coisas:

a certeza de que estamos sempre começando...

a certeza de que é preciso continuar...

a certeza de que seremos

interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos.....

fazer da interrupção um caminho novo...

da queda um passo de dança...

do medo, uma escada...

do sonho, uma ponte...

da procura... um encontro"

30 de jun. de 2009

Galileu Galilei

“Não se pode ensinar coisa alguma a alguém, pode-se apenas auxiliá-lo a descobrir por si mesma".

24 de jun. de 2009

As dificuldades da Terra do Sol Nascente

Vou iniciar o meu comentário ilustrando um pouco como começou o "movimento dos dekasseguis" como é chamada a vinda dos brasileiros para o Japão. Iniciou-se nos anos 90 com a era Collor. Brasileiros que vêm para buscar uma solução para seus problemas diversos, principalmente financeiros. Mas ao chegar ao Japão tem que enfrentar problemas como: saudade da família, discriminação, dificuldade no idioma, cultura e costumes diferentes etc. Muitos que vêm para o Japão eram donos de seu próprio negócio, formados, ex-donos de lavouras etc. E chegando ao Japão vão trabalhar nas fábricas ou serviços pesados que seja rejeitado pelos japoneses. Isso torna a vida no Japão mais difícil para adaptação. Geralmente essas pessoas acabam entrando num ciclo vicioso de vai e vêm. Elas vivem numa ponte-aérea do Brasil/Japão e Japão/Brasil. Guardam dinheiro para comprar a casa própria, montar um negócio próprio enfim ter mais tranquilidade financeira no Brasil. Mas nem sempre isso acontece e então elas acabam voltando para o Japão.
Esse fluxo de brasileiros aumentou no Japão mais ou menos uns dez anos atrás e foi então que se iniciaram as escolas brasileiras. Essas escolas geralmente começam como pequenas creches em casas ou apartamentos e são dirigidas por mulheres. Com o aumento do número de crianças aluga-se um prédio maior onde se inicia a alfabetização e assim as séries vão aumentando progressivamente. Hoje são 50 escolas reconhecidas pelo MEC. Na maioria são escolas de caráter particular e sem subsídios do governo.
Agora o governo japonês exigiu o idioma japonês como obrigatório nas escolas reconhecidas.
Essas escolas trabalham com o material didático do Brasil e seguem o mesmo calendário das escolas do Brasil. E há carência de profissionais formados nas áreas específicas para lecionarem. Por isso que o curso de formação a distância veio favorecer muito estas instituições. No Japão os pais têm duas possibilidades para matricularem seus filhos: em escolas japonesas que pertencem ao Sistema Público ou em escolas brasileiras que pertencem ao Sistema Privado. Na escola japonesa o ensino é de primeiro mundo, com toda infra-estrutura que uma escola deve ter. Eles aprendem: tocar instrumentos, cantar, esporte, natação, cultivar horta, ter disciplina e as matérias que se seguem dentro do seu currículo. Fora que essas escolas oferecem quadra esportiva, campo e área de lazer. Mas muitos brasileiros não se adaptam nessas escolas por causa do idioma, cultura e sistema mais rígido que dos brasileiros e fora o preconceito que sofrem por parte dos japoneses. Os brasileiros que começam estudar nessas escolas desde pequeninos ainda se adaptam, mas com o passar do tempo não querem mais. Por isso seus pais colocam essas crianças para estudarem nas escolas brasileiras. E também quando esses pais querem retornar para o Brasil, assim será mais fácil a adaptação dessa criança na escola do Brasil. Muitos brasileiros já iniciam seus estudos em escolas brasileiras.
Essas escolas brasileiras não têm toda infra-estrutura que tem uma escola japonesa. São de porte pequeno, não possuindo quadra esportiva e então elas alugam a quadra da prefeitura japonesa para os alunos realizarem a educação física. Não têm parquinhos e nem espaço para área de lazer. As crianças são levadas para os parques da cidade para brincarem. Isso acaba acarretando muitas vezes problemas de hiperatividade e obesidade nessas crianças.
Mas esses são assuntos que quero falar com mais calma em outro momento.